sexta-feira, setembro 29, 2006

Sons da Escrita

Parabéns Ana Luar:

Acredito que a perseverança e a qualidade que colocamos naquilo que fazemos, acaba por atravessar fronteiras e chegar mais longe que as nossas mãos.
Um exemplo disto é a qualidade da escrita da Ana Luar, que tem cativado um número crescente de leitores, algo que não surpreende pela sua capacidade criadora e talento que a caracterizam.

Por mérito próprio e a convite, a Ana Luar encontra-se representada ante um átrio de excelentes autores que decoram o site "Sons da Escrita", da autoria de José-António Moreira.
Aqui, para além da leitura das obras dos vários autores expostos, é igualmente possível ouvi-las, num enquadramento musical que transportam a poesia a um nível, infelizmente ainda pouco comum.
Eis um exelente trabalho, que recomendo vivamente consultar, apreciar e naturalmente apludir.

Nota: para se ouvirem os poemas, no site "Sons da Escrita" basta clicar no lado direito na imagem com referância a "Podtrack Player - LISTEN NOW".

Parabéns à Ana Luar, pelo mérito que lhe é devido, e de que decerto se orgulham os que dela gostam e a apreciam.

Canela e Erva Doce

Parabéns Paula:


A Paula Raposo é um dos exemplos de como a poesia tem sido uma realidade pouco conhecida do grande público, quase como que uma actividade soturna e no abrigo do íntimo dos amigos mais próximos, em que por vezes a força e a tenacidade transbordam, quase contrariadas, para darem lugar ao nascimento de um livro.
A obra da Paula é de uma actividade intensa, como um parto continuado de poesia, onde poemas e gritos de dor e de alegria transbordam de contracções sucessivas de um talento nato.
No Sábado, dia 14 de Outubro às 18h30, será lançado o livro de poesia “Canela e Erva Doce”, da autoria da Paula Raposo (autora do blog Romãs da Paula) no bar Onda Jazz, que fica junto ao Campo das Cebolas.
O livro foi prefaciado pelo Gonçalo Nuno Martins e será e editado pela Magna Editora.

E este post é também um convite a todos os que habitualmente lêem e acompanham tudo o que a Paula escreve para que compareçam neste lançamento. A entrada é, logicamente, livre.

Parabéns Paula por mais um lançamento com que nos brindas.

domingo, setembro 24, 2006

Irmãos

- “Essa pessoa és TU”.

Afirma o amigo olhos nos olhos, com a expressão da luz no rosto dos que colocam nas palavras o peso da convicção.
- “E tu, concordas com ele ?”.
Pergunto derrubado na surpresa, como se estivesse a acordar de uma noite que não era a minha.
- “Sim”.
O assentimento não se fez esperar, na convicção partilhada numa mesma luz de vontades de agora e para o futuro.

Três amigos numa mesa de convicções partilhadas, quais homens livres e iguais, esgrimindo atitudes fraternas.

Enquanto filho único, nunca conhecera o peso na família de partilhar qualquer afiliação, e por isso guardara sempre o atributo de “irmão” para alguém que invulgarmente assumiria a importância que a outros dificilmente seria alcançável.
Adiante, guardara na resignação do silêncio a preciosa surpresa, que a pouco e pouco digeria em tragos hesitantes, enquanto regressava a casa.
Naquele momento sentia que de facto, a partir do nada, a minha família houvera crescido com verdadeiros irmãos que os deuses inesperadamente me lançaram ao caminho, numa sensação que não conhecera até então e que me enchera um pouco mais a alma.
Grato aos deuses, decorei o adormecer com um sorriso e abandonei o corpo ao descanso, num sono que de ora em diante deixara de ser solitário. Deixara de me sentir filho único.

sexta-feira, setembro 22, 2006

terça-feira, setembro 19, 2006

Um pontapé no mundo

A penumbra no quarto e o ruído de fritar a paciência do despertador a que falta a eficácia da antena denunciado pela música que mal se entende, anuncia o dia que se esgueira ameaçador pelas frestas das persianas.
Como detesto este hábito de colocar cortinados, vidraças, janelas e como se ainda não chegasse, as portadas quase a quererem-nos convencer de que o dia não existe, numa prepotência desconcertante da noite.

Os degraus da porta condenam-me à saída numa pressa que o atraso contraria, atropelando o pequeno-almoço que ficou por comer, num mesmo ritual de todos os dias. Nem o cão se ergue à passagem, convencido do regresso a que vota uma apatia condescendente.
O telemóvel acusa a jornada com o sarcasmo habitual, com os telefonemas reclamando como seus o tempo e a paciência que não encontro e que desenho em esboços grosseiros de esforço reincidente.
Como detesto aquelas chamadas ao cair do minuto das nove, como que a incitar à evidência da preocupação vespertina, num ambiente pré-definido à medida da moldura da circunstância.
Mais uma e outra chamada, o colega que precisa de ajuda, a ajuda que o outro não quer dar, o compromisso que a equipa de trabalho deixou por cumprir, a urgência que se fez a si própria num acesso de histerismo, a pergunta que dá acesso à postura sacana do parceiro, o desespero do cliente com crises emergentes e sei lá que mais.

A hora do almoço que foi remetido para as calendas gregas, acaba por dar lugar aos momentos permissivos de estar sossegado na esperança de que a emotividade se transforme na criação de mais uma publicação no blog.
Saio já à pressa para a reunião que me obriga a atravessar a cidade, à velocidade da paciência onde após o tempo que não tenho, consigo estacionar o carro que me conhece há mais anos do que seria de esperar. Acedo ao local do compromisso onde a espera se redobra num esforço de contenção até atingir o clímax frustrante da desmarcação tardia do compromisso, indiferente ao impacte na vida habitual.

Regresso à rua numa correria que me impele à consulta no médico, já marcada com os meses que não recordo, à margem do sentido da oportunidade ou da necessidade, sem saber o que fazer com o tempo que ninguém sabe adivinhar do atraso do médico, que doente se fez substituir por outro a quem preciso de contar tudo de novo.
Sem saber se aliviado ou se preocupado, volto às lides que já me cansam, numa vontade que o corpo desconhece.
A noite faz ameaças nas nuvens que enviou para avisar o cinzento do anoitecer, ao ritmo da chuva que não espera, sorrateira, que eu chegue ao carro, numa corrida em vão.
A roupa toma então o estado viscoso e desconfortável de um semi-húmido a princípio frio e que pouco a pouco adopta uma atitude cúmplice da transpiração que me faz antecipar o desejo do momento áureo do próximo banho.
Resignado com o trânsito que me ameaça o pouco combustível que prevertidamente o ponteiro do depósito do carro acusa em coro com aquela pequena luz cor-de-laranja, sigo numa avenida que serve de palco aos telefonemas residuais do dia, suportes fatais das querelas familiares de posfácios diários.

Estou farto disto tudo.
Paro o carro, de onde saio em abandono e abro a camisa à chuva a que me arremeto de braços abertos. Abro as mãos de tudo e de todos onde o telemóvel lidera, e sigo descalço por uma rua transversal onde dou um pontapé ao mundo, como se fosse uma lata vazia.
Rasgo o cenário que me envolve e sigo para o calor do Sol, para me sentar à sombra de nada.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Aviso à navegação


Caros colegas bloguistas, após ter convertido o template do meu blog para a nova versão beta do Blogger (processo que foi anunciado como sendo irreversível) constatei que apenas me é possível inserir comentários com a identificação de "blogger" em blogs que já tenham igualmente procedido àquela conversão. Nos restantes posso apenas inserir comentários como "other" e a partir daí inserir o meu nome e o endereço do meu blog. Nos blogs que apenas autorizam comentários de bloguistas já registados, não me é possível inserir comentários porque o sistema não reconhece o nome, uma vez que na versão beta aquele é substituído pelo endereço de e-mail.
Resta-me assim, esperar que o Blogger ultrapasse esta limitação (ou erro), e até lá apelar para a vossa compreensão ao motivo pelo qual não tenho comentado em alguns dos vossos blogs, transformando-me num leitor / espectador atento, mas "mudo".

quarta-feira, setembro 13, 2006

Esta noite não há luar

A inquietação e a neura juntaram-se ao cinzento das núvens e numa dança nervosa, ostentam o contentamento descontente de ocultar o azul do céu, num prenúncio desentendido de um qualquer anjo negro de má notícia, que termina por não se fazer esperar.

O relógio parou e os ponteiros abandonaram-se à sorte dos deuses na notícia de falecimento, que momentos antes, seria inesperada na quietude da situação, que não sendo eterna, foi prolongando a partilha dos momentos em família.

Os olhos fecharam-se e o silêncio uniu as almas dos amigos e familiares, a que me faço igualmente presente, na partilha da dor, que só esta conhece.
Recolho as lágrimas de filha, onde junto as de amigo numa devoção fraterna juntando os meus aos braços que se estendem num imenso abraço de conforto.

Esta noite não há luar, em que mais uma Mãe, tomou o lugar de mais uma estrela no firmamento, onde moram os anjos da guarda e as preces se fazem ouvir.
Descanse em paz profunda lá no céu eternamente.

Com os mais sentidos pêsames dirigidos à minha muito querida amiga Ana, familiares e amigos na dor da partida da sua mãe, com cujo acompanhamento do estado de saúde me lisongeou numa preocupação constante que os que lhe querem bem, sabem partilhar.

terça-feira, setembro 12, 2006

Viva mais a sua casa

Neste fim de semana, por necessidade comum a muitos mais, decidi deslocar-me ao IKEA, agora tão em moda entre aqueles que como eu tiveram necessidade de satisfazer uma arrumação com um qualquer móvel que cumprisse os requisitos já estabelecidos.

Apesar de já saber o que queria, o tempo e o espaço dilataram-se numa combinação demasiado irritante, a que se associaram o desespero e a contrariedade de quem se sente perdido num labirinto à partida pouco evidente mas mesmo assim, demasiado eficaz.
Entre o emaranhado de utensílios, móveis e de sei lá mais o quê, aquele formigueiro de gente que se perde e acha, arrastou-me para uma procissão quase apática, onde a fé é remetida rapidamente para a vontade de concluir a compra e emergir de novo para a liberdade de volta aos espaços livres.

Entre voltas e reviravoltas, num caminhar constante mas sem direcção ou sentidos claramente definidos, fui alimentando o descontentamento com a constatação de como:

  • Os caminhos estavam assinalados, sem que contudo estivessem a apelar a atenção do cliente, numa atitude cínica de o manter nos espaços na sugestão da compra;

  • Portas de saída, eram algumas, mas com indicação de acesso restrito e facilmente indetectáveis à atenção dos clientes que as quisessem identificar em caso de necessidade urgente;

  • Os stoks indicados pelo sistema informático anunciam existências que os expositores desmentem, obrigando a migrar de secção em secção numa procura em vão, dos produtos sugeridos por empregados, apesar de tudo, diligentes;

  • Para rematar e chegar à zona de self-service e de pagamento, o percurso a fazer, transforma o acto numa travessia que desafia a paciência, enquanto se atravessam áreas sucessivas como dunas constantes num deserto contínuo, qual caravana saturada à míngua da compra.

Com tudo aquilo, coloquei-me irritado, contantemente as questões ?

  • E se houvesse um incêndio ou qualquer outra emergência ? Como encontrariam as pessoas a saída ?

  • Como se ousa traçar e aprovar percursos labirínticos que transformam a mais simples das compras, numa jornada indesejada ?

Fiquei sem saber se de facto o IKEA tem um elevado número de clientes, ou se apenas um pequeno número de pessoas consegue encontrar um meio fácil e eficaz de sair em tempo útil.

Para mim ficou claro que "IKEA, nunca mais" e que o slogan que aquele anuncia "viva mais a sua casa" era mesmo para levar a sério.

segunda-feira, setembro 11, 2006

11 de Setembro, 5 anos depois

Cumprem-se hoje cinco anos sobre o atentado de 11 de Setembro de 2001, quando dois aviões colidiram com as famosas torres Twin Towers, um dos símbolos de Nova Iorque, enquanto outros 2 aviões se despenham, numa atitude suicida, um contra o edifício do Pentágono e outro algures no solo americano (Pensylvania).
O mundo ficou assim, chocado com a atitude terrorista de um punhado de homens, que aparentemente contra todos os princípios de racionalidade, provocam um abalo na consciência ocidental, abalo esse que se veio repercutir no âmbito político e financeiro internacionais.
Desde então, a palavra "terrorista" passou a significar o alvo a abater, a entidade que ninguém parece conhecer e que todos odeiam, por quaisquer razões mais ou menos claras. "Eles" (os terroristas) passam a estar em toda a parte, e a sua invocação é feita, sempre que politicamente pareça ser mais conveniente.
No entanto, e sem querer apresentar aqui qualquer juízo de valor sobre o sucedido, ocorrem-me algumas questões, para as quais, as respostas nem sempre são as mais evidentes, comportando-se como indícios da menor probabilidade do "tudo é possível".

  • Quanto ganhou George W. Bush em termos políticos com os atentados do 11 de Setembro, em que a "luta contra o terrorismo" lhe abriu portas a uma liberdade de acção com a credibilidade do povo americano, a ponto de, a coberto daquele, poder actuar mais livremente no Afeganistão, no Iraque e em qualquer ponto do globo, indiferente à ilegitimidade e às regras geralmente aceitesde direitos humanos ?

  • Qual o volume financeiro envolvido na indústria militar, decorrente das acções militares subsequentes, envolvidas nas "lutas contra os terroristas" ?

  • Qual a extensão da actuação do governo americano em acções ilegais, envolvendo escutas telefónicas, detenções, interrogatórios, torturas, etc. não autorizados pelos tribunais competentes, a ponto de não se saber exactamente quem foi detido, quem foi escutado, etc., qual regime de terror do qual, qualquer um pode ser vítima ?

  • Quantos milhões de dólares foram, quer movimentados pelas seguradoras, quer não reclamados às mesmas, referentes a seguros accionáveis pelos acontecimentos ?

  • Qual a verdadeira história associada ao ouro supostamente guardado nas caves das torres e cujas quantidades e destino parecem ser parte de um segredo incoerente ?

  • Onde se verificou o maior impacte financeiro e social, em termos negativos, decorrente da reacção dos mercados internacionais dos atentados de 11 de Setembro, na América ou na Europa ?

  • Qual a verdade em relação ao atentado contra o Pentágono, onde várias testemunhas, designadamente bombeiros, referem não ter visto destroços de qualquer avião, além de que a dimensão da área afectada não coincide com a envergadura das asas do avião supostamente utilizado ?

  • Por que razão os meios de defesa aéreos foram inoperantes ?

  • Por que razão, pouco antes dos atentados de 11 de Setembro, se verificaram transacções nos mercados financeiros, aparentemente anómalas ?

  • É inédito na América, um presidente tentar enganar a opinião pública ou serem levado a cabo acções que aparentemente abalam as convicções, quer de exequibilidade quer de esclarecimento, como por exemplo o caso Watergate ou a morte do presidente J. F. Kennedy ?

  • Serão George W. Bush e a sua administração e círculo de influência, entidades credíveis, a julgar por ignorarem as determinações da ONU, por ignorarem o Direito Internacional, por ignorarem os Direitos Humanos, por acções ilegais de escutas telefónicas não autorizadas pelos tribunais, por justificarem a invasão do Iraque com as armas biológicas iraquianas que aparentemente nunca foram encontradas, por garantir a prisão próxima de Osama Bin Laden (que no passado foi suportado pelo governo americano) que nunca ocorreu ?

  • Em termos de "custo" humanitário, para a indústria do armamento ou em termos políticos, que significa a morte de 3.000 ou 4.000 pessoas, quando comparada com a morte de dezenas de milhar de pessoas em intervenções militares, como a do Iraque, sobretudo quando com o sacrifício das primeiras, se obtêm vastos dividendos políticos e estratégicos ?

Em suma, quem de facto, está por detrás dos atentados de 11 de Setembro ?

Não digo que o terrorismo não existe, não digo que os terroristas não andam por aí, não digo que os entendo, mas não obtenho ainda a resposta para estas questões. Talvez um dia, quem sabe, os terroristas mudem de nome ou apelido e as vítimas se somem num imenso número de pessoas crentes e de boa fé.

terça-feira, setembro 05, 2006

Freddie Mercury faria hoje 60 anos

Freddie Mercury e os Queen sempre foram da minha preferência musical, a par de outros nomes como os Pink Floid ou Supertramp. Contudo, nunca entendi porque a morte de Freddie me comoveu de uma forma singular e inexplicável e quase sem lógica, uma vez que nem sequer fui um fã atento da sua carreira ou vida pessoal.

A única ligação especial, se é que se pode chamar de ligação com aquele artista inigualável, era o facto de no passado me parecer física e fisionomicamente como ele, a ponto de ter sido conhecido entre alguns amigos por "Freddie" e de logo após a sua morte ter assistido a uma expressão de espanto do empregado numa loja de fotografia, ferquentada por turistas, quando ele me viu.

Confesso que em termos artísticos, para mim, Freddie Mercury era o melhor dos melhores e a sua partida, deixou um lugar que mais ninguém conseguirá ocupar.

Dados bibliográficos:

Freddie Mercury, nome artístico de Farrokh Bulsara (Zanzibar, 5 de setembro de 1946 — Londres, 24 de novembro de 1991) foi o vocalista e líder da banda de rock britânica Queen.
Mercury nasceu na localidade de Stone Town, na ilha Zanzibar, que à época, era uma colônia britânica, hoje pertencente à Tanzânia, na África Oriental. Os seus pais, Bomi e Jer Bulsara, eram indianos de etnia persa.

Mercury foi educado na St. Peter Boarding School, uma escola inglesa perto de Mumbai, na Índia, onde deu os primeiros passos no âmbito da música, ao ter aulas de piano. Foi na escola que ele começou a ser chamado "Freddie", e com o tempo até os seus pais passaram a chamá-lo assim.
Depois de se formar na sua terra natal, Mercury e família mudaram-se em 1964 para Inglaterra devido a uma revolução iniciada em Zanzibar. Ele tinha dezoito anos. Lá, diplomou-se em "Design Gráfico e Artístico" na Ealing Art College, seguindo os passos de Pete Townshend. Este conhecimento mostrar-se-ia útil depois de Freddie projetar o famoso símbolo da banda.
Na faculdade ele conheceu o baixista Tim Staffell. Tim tinha uma banda na faculdade chamada Smile, que tinha Brian May como guitarrista e Roger Taylor como baterista, e levou Freddie para participar dos ensaios.

Em abril de 1970, Tim deixa o grupo e Freddie acaba ficando como vocalista da banda que passa a se chamar Queen. Freddie decide mudar o seu nome para Mercury. Ainda em 1970 ele conheceu Mary Austin, com quem viveu por sete anos e manteve forte amizade até o fim de sua vida (inclusive a sua casa em Londres ele a deixou para ela).
Mercury compôs muitos dos sucessos da banda, como "Bohemian Rhapsody", "Somebody to Love" e "We Are the Champions", hinos eloqüentes e de estruturação extraordinária, particulares e sempre eternos.
Lançou dois discos a solo, aclamados pela crítica e público. Mercury era bissexual, mas só assumiu publicamente sua condição ao anunciar que estava com SIDA, um dia antes de falecer, em 24 de novembro de 1991 em Londres.
Em 25 de novembro de 1992 foi inaugurada uma estátua em sua homenagem, com a presença de Brian May, Roger Taylor, da cantora Montserrat Caballé, Jer e Bomi Bulsara (pais de Freddie) e Kashmira Bulsara (irmã de Freddie) em Montreux, na Suíça, cidade adotada por Freddie como seu segundo lar.
Os membros remanescentes dos Queen fundaram uma associação de caridade em seu nome, a "The Mercury Phoenix Trust", e organizaram em abril de 1992 o show beneficente "The Freddie Mercury Tribute Concert" para homenagear o trabalho e a vida de Freddie.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Futebol: o caso Mateus

Todos temos sido bombardeados sobre o Futebol e o "caso Mateus". Sem ser uma actividade que me interesse muito e sem conhecer todos os detalhes que constituem este caso, quase uma futebolonovela cujos artistas convidados ou não, são a FIFA a Federação Portuguesa de Futebol, a Liga, o Gil Vicente, o Belenenses e o Leixões, ficam aqui, algumas reflexões.

Ao longo destes tempos, temos vindo a ver desempenhar cargos relevantes no futebol português, pessoas que no mínimo, têm visto o seu carácter ser posto em causa pelos mais diversos motivos, senão vejamos:

  • Major Valentim Loureiro: Sobre este cavalheiro nem é preciso falar muito, pois acho que nem o meu filho de 3 anos acredita nele, e o lugar de presidente da Liga (entre os inúmeros cargos que ocupa nas mais diversas instituições) não me parece que favoreça em nada a imagem daquela instituição. Resultado: credibilidade = 0 (zero).
  • Gilberto Madaíl: Embora com uma imagem que tem variado ao longo do tempo, o seu discurso denota predicados que não inspiram confiança, instigados talvez pelo ditado popular "diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és". Resultado: credibilidade = 0 (zero).
  • Pinto da Costa: Líder incontestado do FCP, tem nas falas envenenadas e comportamento de há anos a principal testemunha do carácter que o caso "Apito Dourado" ainda não tornou público oficialmente. Resultado: credibilidade = 0 (zero).
  • Vale e Azevedo: Ex-líder do SLB, com um percurso fulminante, quer a nível do clube que liderou, quer a nível profissional, levando à prisão, ante um magote de candidatos a carrasco numa execução desejada por muitos. Resultado: credibilidade = 0 (zero).
  • Sousa Cintra: Ex-líder do SCP, tanto conhecido pela sua tenacidade pessoal, como pela forma como gere os seus negócios, o que o tem levado a diferendos mais ou menos públicos, como o caso com a consultora Novabase, e que anuncia critérios discutíveis de discernimento. Resultado: credibilidade = 0 (zero).
  • Santana Lopes: Ex-líder do SCP, objecto frequente da chacota pública, até pelos seus colegas de partido, o que o tem exposto a situações de ridículo, ante a esgrima de apoiantes fervorosos e um mar de gente que o desvaloriza. Resultado: credibilidade = 0 (zero).
  • Carlos Cruz: Também este antigo apresentador de televisão se passeou nos corredores do poder ligado ao futebol, e o corrente processo de pedofilia em que está envolvido, não abona nada em seu favor. Resultado: credibilidade = 0 (zero).

Ora bem, pegando apenas nestes exemplos de um conjunto muito vasto de pessoas e de entidades que têm vindo sucessivamente associadas a situações de escândalo, de tráfico de influências, etc. e aplicando o critério de análise de credibilidade, 0x0x0x0x0x0x0=0, ou seja, no meu entender, e decerto no entender de muitos mais, o futebol português tem pouca ou nenhuma credibilidade, e considerar esta actividade como "de interesse nacional", apenas adjectiva este país de igual fama, que apesar de tudo, bons resultados de jogos efectuados no âmbito da selecção nacional, não conseguem apagar.